Expectativas do recém-nascido dormir no berço
Vou contar para vocês que o meu maior desafio na maternidade foi o berço. A expectativa enquanto estamos grávidas de que ao sair da maternidade o bebê dormirá tranquilamente naquele quartinho tão lindo que construímos é muito grande.
Quando o Enrico nasceu, no dia 01 de julho de 2021 estava muito frio. Ao chegarmos em casa naquele frio, em nosso apartamento de 49m2 em que nem o carrinho com moisés cabia em nosso quarto, minha solução foi dormir com ele no colo e por aí ficamos por longos 3 meses. A foto desse artigo retrata como ele dormia. Sim, o Enrico praticamente só dormia no nosso colo por 24h. Na madrugada dormíamos com ele no sofá, não foi nada fácil para nós. Eu falo que foi a minha solução porque eu e meu marido, sem experiência com o primeiro filho, achávamos que era o melhor para o Enrico.
Tivemos a ajuda da minha mãe que sempre falava para tentarmos fazer ele dormir no carrinho ou berço, mas o berço dele era embaixo da janela, sem ninho redutor, cheio de brinquedos, além do quarto ser muito gelado. Eu achava que ele ia passar muito frio e não queria nem tentar. O apartamento era muito pequeno mesmo e isso impactou em muitas decisões. Nós morávamos na rua do metrô Butantã, o apartamento era ideal para um casal sem filhos e que trabalhavam fora o dia todo que era a nossa realidade sem o Enrico.
Eu li tanto sobre o sono do bebê, a amamentação, a rotina, o parto, mas não me preparei emocionalmente para acostumar o nosso bebê a dormir em outra superfície. Nem a poltrona de amamentação na época eu não quis investir, pois achei que iria amamentá-lo no sofá, assistindo minhas séries. Hoje, depois de dois anos escrevo isso para vocês dando risada, mas imaginem o desespero que foi aquele começo.
O aquecedor resolvemos rápido mas não foi o suficiente, a poltrona aguentei por um mês amamentando no sofá e cadeira. E lá vai meu marido desesperado na Tok&Stok salvar uma mulher no puerpério, sem dormir e exausta. Comprou e trouxe no carro com o porta-malas aberto em plena Marginal Pinheiros. A multa? Não importava, precisavamos da poltrona. Quando o meu marido conta, damos muita risada.
Nessa jornada do berço, eu apenas pensei em acolher o meu filho o tempo todo. Não queria que ele saísse do meu colo. E acredito que um dos motivos para a minha decisão foi o tanto de informação picada que li na internet como: acolha o seu bebê, você sentirá saudade, quer deixar no colo, pode deixar à vontade e, realmente não está errado, mas terá consequências. Entendo que tive um baby blues muito forte, mas não me preparei emocionalmente para acostumar o Enrico em outras superfícies como o berço e carrinho. E foi difícil pois precisamos de necessidades básicas e ficava muito limitada, pois ele só ficava no colo.
Conversando com muitas mães, vejo que bebês que foram acostumados a dormirem no berço (sem deixar chorando pois não sou a favor) dormem melhor comparado com a cama compartilhada ou crianças que não se acostumaram no berço. Isso é uma opinião minha com base nas minhas longas conversas com mães sobre a maternidade. Todo mundo que teve filhos, me falava para acostumar ele no berço e eu não conseguia. Na verdade eu conseguia sim, aqueles 20 minutos que ele ficava fazia parte do processo e eu não entendia, pois a expectativa de que ele ficaria por horas era muito alta. Nenhum recém-nascido quer ficar longe do cheirinho da mamãe que ele ficou por 9 meses. E por isso é um processo longo e com muita persistência.
O Enrico caiu da nossa cama quando ele tinha 9 meses e por isso migramos para um colchão no chão no quartinho dele. Hoje, estamos no processo de deixá-lo dormir sozinho, ainda ficamos inseguros principalmente na madrugada que o sono do bebê fica mais leve. E nossa insegurança faz sentido, pois na idade dele o berço continua sendo o melhor lugar.
Pensando nisso, o meu conselho para uma mamãe que está grávida ou com um recém-nascido é se preparar emocionalmente para acostumar o seu bebê aos poucos a dormir em outra superfície, nem que seja por 20 minutos.
O que eu tentei e aconselho com base nas minhas experiências:
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Ninho redutor e berço. O pouco que tentei funcionava. Eu sempre tentava na 1ª soneca e no final da madrugada. É supernormal o bebê acordar depois de 20 min ou 30 min, você está conseguindo e é esse o processo. Eu achava que não estava conseguindo nenhum resultado e parei no meio do caminho;
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Carrinho. Eu acho bem legal. Como morávamos em um lugar muito movimentado e na pandemia, nós não tivemos a oportunidade de ele acostumar-se a dormir no carrinho em um parque ou restaurante. Mas vejo muitas mães que conseguem e funciona. Nós conseguimos isso depois que o Enrico estava com quase 2 anos.
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Cama compartilhada. Foi bom por um período. Quando percebemos que não estava funcionando depois que ele caiu, colocamos o berço aberto (sem uma grade) colado em nossa cama, porém o Enrico não ficava. Depois de muitas tentativas, decidimos colocar um colchão no quarto dele.
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Colchão no chão. Hoje o Enrico dorme no quartinho dele no colchão no chão desde 1 ano e meio quando saiu do nosso quarto. Uma dica importante, compre um colchão de solteiro baixo, simples de espuma para não ser muito alto e ele poder cair quando for dormir sozinho.
Assim que o bebê nasce são muitos desafios e você também é uma recém-mãe e todos da família estão aprendendo juntos. Se acolham, vai ficar tudo bem e tente por muitas vezes com consistência, tudo o que vocês querem que o seu bebê se acostume para colher bons resultados quando ele ficar maior.
Hoje quando eu olho para trás, não vejo motivos para o Enrico não ter sido um bebê que foi acolhido se tivesse dormido desde o início no cantinho dele, pois o lugar mais seguro para o bebê continua sendo o berço. Siga o seu coração e sempre pense que você está fazendo o seu melhor, que o bebê irá crescer e algumas coisas são bem importantes você tentar. Tenho certeza de que vocês vão conseguir.